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AS TRAVAS INVISIVEIS QUE NOS IMPEDEM DE AVANÇAR -PARTE 2

AS TRAVAS INVISIVEIS QUE NOS IMPEDEM DE AVANÇAR -PARTE 2

AS TRAVAS INVISÍVEIS QUE NOS IMPEDEM DE AVANÇAR

Travas 3, 4 e 5 — O medo, as palavras e as atitudes que podem limitar nosso crescimento

Estimado leitor, na semana passada, iniciamos uma reflexão sobre algumas travas invisíveis que podem nos impedir de avançar. Conversamos sobre aquilo que alimentamos em nossa mente e como a direção do nosso olhar pode influenciar a maneira como enxergamos a vida.

Hoje, quero convidar você a olhar um pouco mais profundamente para dentro de si e refletir sobre outras três travas que, muitas vezes, passam despercebidas, mas podem influenciar nossas escolhas e limitar nosso crescimento.

A terceira trava é o medo que nos paralisa

Você já deixou de fazer algo que desejava muito por medo de não conseguir?

Quem sabe você tenha adiado um projeto, deixado passar uma oportunidade ou desistido de desenvolver uma habilidade por acreditar que não seria capaz.

Em Mateus 25:14-30, Jesus conta a parábola dos talentos. Um dos servos, dominado pelo medo, decidiu enterrar aquilo que havia recebido.

E aqui existe algo importante para refletirmos: ele não perdeu o talento. O medo o impediu de colocá-lo em prática e fazê-lo frutificar.

A psicanálise nos ajuda a compreender que alguns medos podem estar relacionados a experiências dolorosas, rejeições e conflitos internos que nem sempre reconhecemos conscientemente.

Em determinadas situações, podemos acreditar que estamos nos protegendo, quando, na verdade, estamos permitindo que experiências do passado continuem limitando nossas escolhas.

Mas existe algo importante que precisamos compreender: nossa história pode explicar muitos dos nossos medos, mas não precisa determinar o nosso futuro.

Diante disso, convido você a refletir: quantas oportunidades já deixamos passar por permitir que o medo falasse mais alto?

O medo pode até nos fazer hesitar, mas não precisamos permitir que ele decida até onde podemos chegar.

A quarta trava está relacionada às palavras que repetimos sobre nós mesmos

Quantas vezes dizemos, quase automaticamente: “Eu não consigo”, “Não sou capaz”, “Comigo nada dá certo” ou “Já passou o meu tempo”?

E, sem perceber, repetimos essas frases tantas vezes que começamos a acreditar nelas como se fossem verdades absolutas.

Na visão psicanalítica, palavras ouvidas ao longo da vida, especialmente em relações significativas, podem deixar marcas profundas e influenciar a imagem que construímos de nós mesmos.

Quem sabe, em algum momento da sua história, alguém tenha dito que você não seria capaz ou que nunca conseguiria realizar algo. E, mesmo depois de tantos anos, essas palavras ainda encontrem espaço em seus pensamentos.

Mas quero lembrar você de algo precioso: aquilo que disseram sobre você não define o seu valor diante de Deus.

Em Salmos 139:14, Davi reconhece que foi criado de maneira admirável. E essa verdade nos convida a olhar para nós mesmos com mais respeito, reconhecendo o valor da vida que Deus nos confiou.

Já em Romanos 12:2, somos convidados à transformação pela renovação da nossa mente.

Isso não significa simplesmente repetir frases positivas, mas permitir que a verdade da Palavra de Deus transforme nossa maneira de pensar, de nos enxergar e de enfrentar os desafios.

Por isso, vale a pena refletir: quais palavras você tem repetido sobre si mesmo? Elas têm fortalecido sua caminhada ou alimentado limitações que precisam ser superadas?

Que possamos aprender a reconhecer nossas limitações sem esquecer o nosso valor diante de Deus, confiando que Sua graça nos sustenta, nos fortalece e nos capacita a ir além daquilo que, muitas vezes, acreditamos ser possível.

E chegamos à quinta trava: quando nossas intenções não se transformam em atitudes

Quantas vezes desejamos mudar alguma coisa, mas continuamos adiando o primeiro passo?

Queremos cuidar melhor da saúde, fortalecer nossa vida espiritual, desenvolver nossos talentos ou realizar projetos, mas esperamos pelas condições ideais para começar.

A psicanálise nos ajuda a compreender que, em algumas situações, essa dificuldade de agir não está relacionada à falta de vontade, mas a medos, inseguranças e conflitos internos que nem sempre reconhecemos conscientemente.

E, enquanto esperamos nos sentir completamente preparados, oportunidades podem passar e sonhos permanecer apenas no campo dos desejos.

Em Marcos 5:25-34, encontramos a história da mulher que sofria de uma hemorragia havia doze anos.

Depois de tantas dificuldades, ao ouvir falar de Jesus, ela decidiu aproximar-se D´Ele em meio à multidão.

Aquela mulher não ficou apenas desejando uma mudança. Movida pela fé, tomou uma atitude e foi ao encontro de Jesus.

 

Sua cura foi uma manifestação do poder de Cristo, mas sua história também nos inspira a refletir sobre fé, esperança e iniciativa.

Em Tiago 2:17, aprendemos que a fé sem obras é morta. Esse ensinamento nos lembra que a fé verdadeira também se manifesta em nossas atitudes.

E diante disso, convido você a refletir: quantas vezes esperamos que algo mude, enquanto permanecemos no mesmo lugar, sem dar os passos que estão ao nosso alcance?

 

Ao longo dessas duas semanas, refletimos sobre cinco travas que podem comprometer nosso crescimento: aquilo que alimentamos em nossa mente, a direção do nosso olhar, o medo, as palavras que repetimos sobre nós mesmos e a dificuldade de transformar intenções em ações.

Quem sabe você tenha se identificado com algumas delas.

Mas quero lembrar algo importante: reconhecer aquilo que nos limita não deve ser motivo de culpa, mas uma oportunidade de amadurecimento e transformação.

Deus conhece nossa história, nossas fragilidades e até aquilo que ainda não conseguimos compreender sobre nós mesmos.

E depois de tudo o que compartilhamos ao longo dessas duas semanas, fica um convite para olhar com sinceridade para dentro de si:

Qual dessas travas você reconhece em sua vida e o que precisa começar a mudar para que ela não continue impedindo você de avançar?

Não precisamos transformar tudo de uma só vez. O importante é olhar com sinceridade para aquilo que precisa ser cuidado e começar a dar pequenos passos em direção à mudança.

Que o Senhor nos conceda discernimento para identificar o que nos limita, coragem para enfrentar nossos medos e sabedoria para desenvolver aquilo que Ele colocou em nossas mãos.

Porque não basta reconhecer os talentos que Deus nos confiou. Precisamos também superar aquilo que nos impede de colocá-los em prática, para que nossa vida produza frutos para a Sua glória.

E que, ao terminar esta leitura, permaneça em seu coração uma certeza: você não precisa ter todas as respostas nem vencer todas as suas dificuldades de uma só vez. Comece com aquilo que está ao seu alcance, confie na graça de Deus e permita que Ele conduza seus passos nesse caminho de crescimento e transformação.

Deus te abençoe,

Carmem C. R. Cassoni

Esposa, Mãe, Prof.a do Prospere , Fé e Finanças e

Colunista do Blog IBF

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