IDENTIDADE EM DEUS X IDENTIDADE NO DINHEIRO
Em uma sociedade onde o valor das pessoas é frequentemente medido pelo que possuem, é fácil, ainda que de forma sutil, construir a própria identidade com base no dinheiro.
O quanto se ganha, o que se tem, onde se vive, tipo de carro, casa, viagens, tudo isso passa a definir quem a pessoa acredita ser. Nesse contexto, o dinheiro deixa de ser apenas um recurso e passa a ocupar um lugar indevido: o de identidade. E pior, para muitos, torna-se até mesmo um “deus”.
À luz da palavra, Jesus adverte:
“Vede, guardai-vos de toda avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12:15).
Essa afirmação confronta diretamente a lógica atual, revelando que o valor do ser humano não está naquilo que ele acumula, mas naquilo que ele é diante de Deus.
Quando a identidade está firmada no dinheiro, a vida se torna instável. Em tempos de abundância, há sensação de segurança; em tempos de escassez, surgem medo, ansiedade e insegurança. Isso acontece porque aquilo que sustenta a identidade é, por natureza, variável.
Por outro lado, quando a identidade está em Deus, ela não oscila conforme as circunstâncias. O valor deixa de estar nos recursos e passa a estar na relação com o Criador. A segurança não depende do que se possui, mas de quem se é N’ELE.
Essa distinção é essencial para compreender a prosperidade à luz da Bíblia. O problema nunca foi o dinheiro em si, mas o lugar que ele ocupa no coração. Quando ele define identidade, ele deixa de ser uma ferramenta e passa a desgovernar as decisões. Quando ocupa o lugar correto, passa a cumprir a finalidade para a qual Deus o criou: suprir as necessidades, servir ao próximo, manter e expandir o Reino de Deus na terra.
A Bíblia ensina que o homem foi criado à imagem de Deus e chamado a viver como filho, não como escravo das circunstâncias e tão pouco do dinheiro. No entanto, quando a identidade se desloca, o comportamento acompanha esse desalinhamento: surgem comparações, necessidade de validação, busca incessante por mais e dificuldade em lidar com perdas.
Nesse cenário, mesmo quem possui muito pode viver em constante insatisfação, pois nenhuma quantidade é suficiente para sustentar uma identidade construída sobre o material.
“Dizem que quando perguntaram a Rockefeller o quanto era suficiente para ele, que já era o homem mais rico do mundo, ele fitou o jornalista e disse: “Mais um pouquinho”. (Extraído do livro a Mulher que Prospera – Andrés Panasiuk).
Essa resposta nos revela que riqueza nenhuma desse mundo é suficiente para preencher o vazio interior do ser humano que não tem a Jesus.
Em contraste, aquele que tem sua identidade firmada em Deus aprende a viver com equilíbrio. Sabe lidar com a abundância sem se exaltar e com a escassez sem se perder, pois sua segurança não está nos recursos, mas no relacionamento com Deus.
Assim, a questão central não é quanto se tem, mas onde a identidade está fundamentada.
Quando o dinheiro define quem alguém é, ele se torna um peso. Mas, quando tomamos posse da identidade que Deus já declarou em Sua Palavra sobre nós, o dinheiro encontra o seu devido lugar. Nesse alinhamento, a vida deixa de ser guiada pela necessidade de provar valor e passa a refletir uma identidade já firmada, segura e convicta de quem é em Deus e para Deus.
Carmem Cristina Cassoni: Freedom Church - Americana
Filha amada do Pai, Esposa, Mãe, Professora do Prospere , Fé e Finanças e Colunista do Blog IBF