MUITA INICIATIVA,POUCA"ACABATIVA''.
MUITA INICIATIVA, POUCA “ACABATIVA”: QUANDO COMEÇAR É MAIS FÁCIL DO QUE PERMANECER
Estimado leitor,
Existem pessoas que têm muitas ideias, começam projetos com entusiasmo, disposição e vontade de fazer acontecer, mas encontram dificuldade para concluir o que começaram. E esse comportamento nos leva a uma pergunta importante: o que acontece dentro de nós quando a empolgação passa e chega a hora de permanecer?
A Psicanálise nos ajuda a olhar para esse movimento de uma forma mais profunda. Nem sempre abandonar algo significa falta de capacidade ou de interesse. Ao longo do processo, podem surgir medos, inseguranças, frustrações, cobranças e até a dificuldade de lidar com aquilo que não saiu exatamente como imaginávamos. Enquanto algo está apenas no campo das ideias, tudo pode parecer perfeito. Mas concluir exige encarar a realidade, os limites, os erros e também as responsabilidades que vêm com aquilo que dá certo.
A Bíblia também nos chama a atenção para a importância de não apenas começar, mas de perseverar até o fim:
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”
Lucas 14:28
Começar é relativamente fácil quando estamos animados. O desafio está em permanecer quando a novidade acaba, os resultados demoram e o processo exige disciplina, renúncia e constância.
Por isso, muitas vezes, o problema não é falta de capacidade, mas falta de constância para atravessar o processo até o fim.
A Palavra também nos lembra:
“No entanto, a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam perfeitos e íntegros, sem que lhes falte coisa alguma.”
Tiago 1:4
Em muitos casos, não precisamos de mais ideias, mais projetos ou mais oportunidades. Precisamos olhar com sinceridade para aquilo que acontece dentro de nós quando chega a hora de continuar, mesmo sem entusiasmo, mesmo sem aplausos e mesmo sem resultados imediatos.
Porque a iniciativa nos faz começar, mas é a perseverança que nos ajuda a concluir.
Na vida financeira isso também fica muito claro. Não basta começar um orçamento, decidir poupar ou fazer um investimento. É preciso constância. São as escolhas sustentadas ao longo do tempo que transformam boas intenções em resultados e nos ajudam a construir algo sólido para o futuro.
No final, maturidade emocional e espiritual não é apenas ter coragem para começar. É aprender a permanecer, atravessar os processos e concluir aquilo que Deus colocou em nossas mãos.
“Os planos do diligente tendem à abundância.”
Provérbios 21:5
Pense nisso.
Carmem C. R. Cassoni
Esposa, Mãe, Prof.a do Prospere , Fé e Finanças e
Colunista do Blog IBF