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QUANDO A DOR ENCONTRA UM PROPÓSITO: UM OLHAR SOBRE O SENTIDO DA VIDA

14 de September, 2026 Angélica de Souza Pereira
QUANDO A DOR ENCONTRA UM PROPÓSITO: UM OLHAR SOBRE O SENTIDO DA VIDA

Quando a dor encontra um propósito: um olhar sobre o sentido da vida

Todos nós, em algum momento da caminhada, já nos pegamos fazendo perguntas difíceis: “Por que estou passando por isso?”, “Qual é o sentido de tudo isso?” ou simplesmente “Para onde foi a alegria dos meus dias?”.

Na rotina da vida  entre os boletos, os cuidados com a família, as incertezas do trabalho e os vazios silenciosos que às vezes apertam o peito , é fácil sentir que estamos apenas sobrevivendo. Na psicanálise, aprendemos a escutar o que está por trás dessas angústias: o ser humano não busca apenas o prazer imediato ou a ausência de problemas; ele busca, acima de tudo, significado.

O médico e psiquiatra Viktor Frankl, sobrevivente dos campos de concentração, deixou um ensinamento poderoso: aquilo que nos move e nos mantém de pé, mesmo nas situações mais dolorosas, é a vontade de sentido. Frankl costumava dizer que quem tem um porquê enfrentar a vida, suporta quase qualquer como. A dor não perde o peso, mas ganha direção quando encontramos um propósito para continuar caminhando.

Essa perspectiva dialoga profundamente com o consolo que encontramos na fé. Na carta aos Romanos (8:28), encontramos uma afirmação que resume com perfeição essa ponte entre sofrimento e propósito:

 

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

 

Isso não significa que coisas ruins não doam ou que devamos fingir que o sofrimento não existe. Significa que, mesmo nos dias nublados e nas tempestades interiores, nada do que vivemos é em vão. Quando permitimos que a dor seja acolhida, elaborada e colocada diante de um propósito maior, ela deixa de ser um beco sem saída e se torna terreno fértil para transformação, maturidade e amor.

Se hoje o peso dos dias parecer maior do que suas forças, lembre-se: a sua história ainda está sendo escrita, e cada página  inclusive as mais difíceis guarda um sentido esperando para ser descoberto.

Elaine Martins Ceotto

Esposa, mãe e psicanalista em construção

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